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Outras Orações
Abriste-lhes o entendimento PDF Imprimir e-mail

Abre o nosso entendimento, Senhor

Para compreendermos o que a vida nos vai trazendo

Para compreendermos os nossos irmãos

Para procurarmos uma terra nova

E seguirmos sempre os Teus caminhos. 

Abre o nosso entendimento aos lamentos dos irmãos

À injusta partilha das riquezas

Às indiferenças que nos afastam

Às semelhanças que nos unem e potenciam

À dor e à solidão de tanta gente,

Que vive junto a nós e não vemos. 

Abre o nosso entendimento à misericórdia

Solução dos nossos desencontros

Que pode ajudar-nos a perdoar e a perdoar-nos

Que nos amaciará o coração de pedra

Que nos sintonizará com os que sofrem

E nos encherá de paz, de sossego e harmonia. 

Abre o nosso entendimento ao que é diferente

Ao que nos é politicamente oposto

Ao que segue outras ideias e costumes

Ao que temos ao nosso lado e não percebemos nem aceitamos. 

Abre o nosso entendimento à Tua Palavra

Para que seja alimento do nosso coração

Para que nos contagie a Tua maneira de amar

Para que nos purifique de regras e teorias

Para que encha de conteúdos os nossos ritos

E sigamos o Teu caminho de verdade e vida.

 
Oração da Manhã - Quaresma PDF Imprimir e-mail

Oração da manhã (Cântico)


Senhor, no início deste dia,
venho pedir-Te saúde,
força, paz e sabedoria.

Quero olhar hoje o mundo
com olhos cheios de amor,
ser paciente, compreensivo,
manso e prudente;
ver, além das aparências,
teus filhos como Tu mesmo os vês,
e assim não ver senão o bem em cada um.

Fecha os meus ouvidos a toda a calúnia.
Guarda a minha língua de toda a maldade.
Que só de bênçãos se encha o meu espírito.

Que eu seja tão bondoso e alegre,
que todos quantos se aproximarem de mim,
sintam a tua presença.

Senhor, reveste-me da tua beleza,
e que, no decurso deste dia,
eu Te revele a todos. Ámen. 

SAC. - Mais um novo dia, Novos anseios, novas esperanças, Novos momentos de contemplações, Novas reflexões, Novas lembranças, Novas promessas, Novas orações...

      ORAÇÃO – Todos em uníssono

      Senhor, eu quero mudar,
      Dai-me ó meu Deus,
      Força para vencer às tentações,
      Fazei que aumente a minha fé.
      Eu quero, agora, mudar,
      Eu preciso mudar!
      Só assim sentirei paz interior.
      Oh! Deus amor!
      Pega na minha mão e ensina-me
      Novamente a caminhar...
      Abranda, Senhor, o meu coração!
      Vós que Sois Omnisciente e Omnipresente
      Sabeis que Vos quero realmente amar...

      Vinde, Senhor!
      Confesso, que me afastei de Vós
      Ensina-me o caminho do amor,
      Quero, Senhor, voltar!

      Amén
 

 ORAÇÃO QUARESMAL  

Na areia do meu deserto,
debaixo do sol incandescente do meu tempo,
procuro um poço que tenha água limpa,
capaz de tirar a sede de infinito que há em mim

Sei que existe em qualquer lado
porque vivo inquieto com o mistério e devo encontrá-lo antes do findar do dia.

Tiro água do poço do dinheiro e tenho ainda mais sede;
vou ao poço do prazer e a minha garganta fica ressequida.
Tiro água do poço do sucesso
e a minha visão fica escurecida,
do poço da publicidade e vejo-me como um escravo.

Serei, eu, condenado a morrer de sede,
investigador insatisfeito de certezas absolutas?

Porém, se escavar dentro de mim,
debaixo da areia do meu pecado;
se escavar nos sinais do tempo, debaixo da areia amontoada
pelo vento galhardo do quotidiano,
encontrarei a nascente da água viva e pura, que tira a sede para sempre,
ao ponto que, quem bebe dela, não terá sede porque é gerada e filtrada pelo teu amor, Senhor, generoso e gratuito.

Bebo a esta nascente,
guardada pela minha Igreja,
que por esta razão se torna, em cada dia, fontanário da aldeia, para tirar a sede de todos os sedentos do mundo.
Ámen. 

Leitura breve

Estava próxima a Páscoa dos judeus
e Jesus subiu a Jerusalém.
Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas
e os cambistas sentados às bancas.
Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois;
deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas;
e disse aos que vendiam pombas:
«Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio».
Os discípulos recordaram-se do que estava escrito:
«Devora-me o zelo pela tua casa».
Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe:
«Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?»
Jesus respondeu-lhes:
«Destruí este templo e em três dias o levantarei».
Disseram os judeus:
«Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo e Tu vais levantá-lo em três dias?»
Jesus, porém, falava do templo do seu corpo.
Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos,
os discípulos lembraram-se do que tinha dito
e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus dissera. 

Meditação: Deus não se compra


O gesto de Jesus de expulsar os vendilhões do Templo de Jerusalém que o Evangelho do 3º Domingo da Quaresma nos apresenta, é um gesto simbólico que só se compreende à luz da Páscoa. É o próprio evangelista S. João que o afirma: “Ele (Jesus) falava do templo do seu corpo”. É o primeiro anúncio da morte e ressurreição de Cristo: a sua humanidade é o lugar da presença e da manifestação de Deus. Jesus é o verdadeiro templo: novo lugar de encontro com Deus. Os verdadeiros adoradores já não são os guardiões do templo material, os sumos-sacerdotes garantes do sistema ou os escribas detentores do poder. São todos aqueles que adoram a Deus “em espírito e verdade” (Jo 4, 23).

Pelo baptismo, que a Páscoa nos recorda, tornámo-nos pedras vivas deste novo templo: Jesus é o nosso Santuário. O seu corpo, destruído pelo pecado sobre a Cruz, tornar-se-á, na Ressurreição, plena comunhão de vida entre Deus e o homem. A Igreja é formada pelos discípulos que, aderindo a Ele, pedra viva, se tornam também eles templo santo e morada de Deus.
Caminhando pelo mundo, como Jesus, e transformando a nossa existência num sinal do seu amor pela humanidade, nós construímos para Deus o templo da nossa vida. Sendo assim, todos os que passam por nós deveriam poder encontrar-se com Deus. Será que é mesmo assim? Não precisará a nossa vida de uma limpeza? Viver a Quaresma é deixar que Jesus limpe do nosso coração tantos ídolos que lá se instalaram ao longo da nossa existência.
Não transformes a religião ou a Igreja num centro comercial. A religião é coisa séria, apesar de tantos não lhe darem importância. É zelo pela Casa de Deus, é diálogo ininterrupto com Aquele que nos ama imensamente e que está próximo de cada um de nós. Mas é preciso não misturar alhos com bugalhos, o mesmo que é dizer, não misturar religião com tráficos egoístas e interesses mesquinhos. Não servem câmbios ou bolsas de valores. Deus não se compra. Vive-se e ama-se no coração de cada pessoa e nas realidades humanas, onde Deus veio habitar pela Incarnação do seu Filho. Cristo, Templo de Deus. O Homem, templo de Deus. A Igreja reunida, presença viva do Senhor, que assegurou: “Onde dois ou mais estiverem unidos no meu nome, Eu estarei no meio deles”. Não profanemos a sua morada.

Deixa que Jesus faça limpeza no templo do teu coração. Não albergues nele aquilo que se opõe à casa de Deus. Faz do teu coração um templo de oração gratuita e contemplativa. Não confundas oração com interesses mesquinhos, porque Deus sabe do que precisas. Não mistures oração ou vida cristã com lucros materiais, honrarias ou carreiras, títulos ou privilégios. Lembra-te de que Jesus não aceita genuflexões de quem engana o seu parceiro ou mancha as suas mãos com a injustiça.
 

Responsório breve 

V. O Senhor me livrará do laço do caçador.

R. O Senhor me livrará do laço do caçador.

V. A sua fidelidade é escudo e couraça.

R.V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.

R. Ant. Bened. Se alguém quiser serguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. 

Bendito o Senhor, Deus de Israel *
Que visitou e redimiu o seu povo
E nos deu um Salvador poderoso *
Na casa de David, seu servo,
Conforme prometeu pela boca dos seus santos, *
Os profetas dos tempos antigos,

Para nos libertar dos nossos inimigos *
E das mãos daqueles que nos odeiam
Para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, *
Recordando a sua sagrada aliança
E o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, *
Que nos havia de conceder esta graça:

De O servirmos um dia, sem temor, *
Livres das mãos dos nossos inimigos,
Em santidade e justiça na sua presença, *
Todos os dias da nossa vida.

E tu, Menino, serás chamado Profeta do Altíssimo, *
Porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos,
Para dar a conhecer ao seu povo a salvação *
Pela remissão dos seus pecados,

Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, *
Que das alturas nos visita como Sol Nascente,
Para iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte *
E dirigir os nossos passos no caminho da paz.

Glória ao Pai e ao Filho * E ao Espirito Santo,
Como era no princípio, *Agora e sempre. Amen.
 

Preces

Celebremos a bondade de Deus, que se manifestou em Cristo Jesus. E invoquemo-l’O de todo o coração:

Pai omnipotente, ouvi as súplicas dos vossos filhos. 

Concedei-nos a graça de viver mais profundamente o mistério da Igreja,— a fim de que ela seja para nós e para todos os homens o sacramento eficaz da salvação. 

Deus, amigo dos homens, ensinai-nos a trabalhar generosamente para o progresso da civilização humana— e a buscar em todas as coisas o vosso reino. 

Levai-nos a saciar a nossa sede de justiça— na fonte de água viva que nos destes em Cristo. 

Perdoai, Senhor, todos os nossos pecados— e dirigi os nossos passos no caminho da justiça e da verdade. 

Pai-nosso 

 
A dor mutila-nos... mas não nos vence! PDF Imprimir e-mail
Porquê este drama? Porque este sofrimento?
Porquê esta injustiça para esta família?
Porquê?
De quem é a culpa?
Só pode ser de Deus…
Deus foi injusto… nada disto faz sentido.
Deus foi cruel!
Nada… ninguém… nenhuma palavra é capaz de se aproximar perto de explicar a dor que é perder alguém muito querido, principalmente quando a vida termina assim de forma tão inesperada e sem sentido.
Desesperamos por não conseguirmos entender… sofremos por não sermos capazes de encontrar um sentido, uma razão para tanta dor.
Nem o desespero de culpar Deus nos ajuda a entender ou a iluminar a crueldade desta dor que é separarmo-nos de alguém.
De que é a culpa deste sem sentido, desta dor?
Somos mesmo, enquanto criaturas, demasiado pequenos, demasiado frágeis, demasiado limitados… Somos mesmo um grão de pó na poeira da existência!
De quem é a culpa?Se não entendemos a morte, por mais que nos esforcemos… procuremos entender e viver bem a vida. Não entendemos bem de quem será a culpa da morte mas a culpa de não utilizarmos bem a vida é nossa…
Nossa que não somos capazes de abraçar a vida com coragem e determinação.
Nossa que passamos o tempo e gastamos energias a dividir e a dificultar a vida aos outros.
Nossa que não sabemos aproveitar da melhor forma o dom maravilhoso que é amar e ser amado… Que não sorrimos… que não estamos atentos à dificuldades e angustias dos outros.
Nossa que passamos o tempo a correr e esquecemo-nos de amar.
Minha que, enquanto padre, não consigo transmitir a alegria do Evangelho…
A culpa é daqueles que tendo responsabilidades públicas ou civis não colocam os seus dons a render para serviço dos outros…
A culpa é de todos aqueles que preferem apontar o dedo, magoar até que empenhar-se nos desafios do dia-a-dia.
A vida é um dom maravilhoso… o mais grandioso. O mais belo presente que Deus nos concedeu…. A culpa é nossa que não somos capazes de o partilhar como deve ser. A culpa é nossa que não somos capazes de viver cada momento com intensidade e disponibilidade para quem connosco partilha o caminho da existência.
A vida pode ser breve… ou ser mais longa! Não depende essencialmente de nós tornar mais longa ou mais curta a nossa existência sobre a terra. Mas, de nós depende apenas viver cada instante com coragem e firmeza. Aproveitar cada instante que partilhamos uns com os outros….De nós depende viver com intensidade este tempo de peregrinação na terra em função de amar e ser amado… para merecermos um dia o prémio da eternidade que a esperança em Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo, nos desafia a acreditar.
Iniciamos o tempo da Quaresma na passada quarta feira de cinzas. A Igreja convida os cristãos a viverem 40 dias diferentes de maior oração, jejum e esmola. Que a nossa vida seja uma continua Quaresma – um contínuo esforço por convertermos o nosso coração para amar mais o próximo (aproveitando cada dia como se fosse o ultimo) e dessa forma vivermos em maior união e comunhão com Deus.Mesmo perante a morte… face à injustiça que é viver a dor da separação de alguém que amamos confiemos em Deus e depositemos n’Ele a nossa esperança. Só Ele a tem… só Ele no-la pode dar. Cristo Ressuscitou e prometeu-nos a Bem Aventurança eterna.
 
Anjo da Guarda PDF Imprimir e-mail

Tem de ligar o som... Boa noite!

 
Ano Paulino PDF Imprimir e-mail

Ainda não falei neste meu cantinho sobre o Ano Paulino que somos convidados, como Igreja, a viver. Para já fica apenas este pequeno video que fiz com a oração proposta para este ano.

 
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